Around the Globe by Jun Omori
Thousands of manners to see the world and to refresh your point of view
03 agosto 2005

A capital do Equador, Quito, Patrimônio Cultural da Humanidade e Capital Ibero-americana da Cultura, está em uma situação privilegiada e bela, em um vale rodeado de montanhas, aonde o povo é gentil e cordial, a grande maioria de origem indígena, orgulhosa da miscigenação. A cidade consegue mesclar história e modernidade e a despeito das questões políticas que vez ou outra movimentam as suas ruas, tem muito a oferecer ao turismo da América do Sul.

As ruas do centro histórico com casas em estilo colonial espanhol abrigam monumentos que se destacam, como as imponentes torres góticas da Basílica del Voto Nacional, que pode ser vista de qualquer ponto de Quito. A basílica chega a 83m e teve a construção iniciada em 1892, mas a inauguração só aconteceu em 1985 quando da visita do papa João Paulo II. Os vitrais internos contam a história da fauna e da flora do país, mas o que destaca o monumento é a estupenda vista do alto de suas torres. Um presente para quem vence os 311 degraus, pois ao chegar até lá o visitante fica no ponto exato em que a cidade se divide, permitindo entender e comparar a pluralidade arquitetônica da histórica e moderna capital do Equador.

São muitos os atrativos nas imediações. Ali estão o Palácio Presidencial, a Catedral Metropolitana, a prefeitura, o primeiro hotel da cidade - o Majestic, que deverá ser restaurado para voltar a receber hóspedes - e o Palácio Arquiepiscopal. Eis alguns dos motivos pelos quais desde 1979 Quito é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

A Ciudad Mitad del Mundo é uma vila turística nos arredores de Quito, exatamente a 23km de distância do centro do da cidade, local aonde exatamente a linha do Equador recorta, na qual o visitante com um simples passo atravessa do hemisfério sul ao hemisfério norte. Trata-se de uma cidade-museu, onde estão perpetuados em bustos os 13 cientistas da Missão Geodésica Francesa que estabeleceu o paralelo zero, entre outras atrações.

Todos os sábados, os indígenas da região montanhosa vão até Otavalo, uma pequena cidade a 80 km norte de Quito, para vender e comprar mercadorias nas ruas que circundam a praça central da cidade.
O mercado de Otavalo chama atenção pela variedade e pelo colorido dos produtos que são postos à venda.
Todos falam muito baixo e fazem os negócios discretamente. As mercadorias são agrupadas em áreas específicas: a dos tecidos feitos em teares, tapetes e lãs, a dos grãos e sementes, a do artesanato e a das quinquilharias diversas.